Conto de natal

O Dia ia já amanhecendo, mas eu já sentia o sol dentro do carro, e até sorria, afinal estavamos na época de natal, estava de férias e após deixar o meu irmao no café onde trabalha e depois de um bom café acompanhado de um pãozinho, dirigi-me para uma superficie comercial,situada em gaia, chamada El Cort Inglês, após uma "luta" para arranjar um maldito lugar, decidi então entrar no tal antro cheio de pessoas, todas à procura do presente ideal ou do presente "obrigatório"... mais "lutas" travei lá dentro, nas filas das carteiras, chapéus e até da fila para a casa de banho, incrivel... mas como já tav farto de estar dentro daquele ambiente "Natalício" decidi sair e dar uma volta pela rua, respirar o ar, pouco puro, mas que adoro cheirar o ar, chamem-me maluco mas o cheiro do ar é muito importante para mim, e preciso dele para me sentir bem...sou assim!
Mas, como ia dizendo, fui para a rua e ao vaguear pelas ruas, encontrei cãozinho muito bonito, bem tratado e pequenino, fiz-lhe umas festas e ouvi uma voz a dizer "é bonito não é?" Diante de mim, ao levantar a cabeça estava uma mulher, com um casaco até nada mal estimado, e olhou para mim e disse "voçê nao o quer levar?" "eu? porque? nao é seu?" "Sim, mas acho que ele preferirá dormir numa casa quente do que comigo" "mas...a senhora não tem casa?" Sorriu, e diz "não, sou uma vagabunda" "não diga isso, tudo vai melhorar com o novo ano" tentei eu apaziguar aquela alma naturalmente confusa e triste... "Não, já espero por um ano novo há cerca de 5 anos" "pois" disse eu sem saber o que dizer... " sabe porque é que este cãozinho está tão bem estimado? eu metade do dinheiro que recebo, que peço, gasto com ele sabes porquê? porque vejo nele o que gostava que fizessem comigo, tratar-me com carinho, dar-me um pouco da alma, um pedaço de coraçao...já viste estas pessoas com presentes? tudo a sorrir, tudo contente, mas depois passado dois dias já se tão a queixar com a falta de dinheiro e com a vida, e porque as sapatilhas que tiveram era pequeninas, ou porque o perfume que receberam nao cheira bem...um NOJO!" Após estas palavras despedi-me, estava chocado com aquelas palavras, com aquelas farpas que cabem em cada um de nós, que se queixa do trânsito, do tempo, da equipa de futebol que nao ganha... Vim para casa logo...nao sabia o que fazer, o que sentir...decidi dar um postal a cada um dos meus queridos familiares com a seguinte frase:
"A amizade, o amor, o carinho, nao teem preço, procura dentro do coração, é lá que estou...Sorri!"
Feliz Natal

